Lília Marques
No próximo dia 27, pelas 21h00, a Associação Cívica de Espinho vai eleger os corpos gerentes, ou seja, os elementos da direcção, da assembleia-geral e do conselho fiscal para o triénio 2009-2011. A eleição será o único ponto da ordem de trabalhos da assembleia-geral que se realizará na Junta de Freguesia de Espinho. As listas candidatas terão que ser apresentadas até 48 horas antes da realização do acto eleitoral.
Até este momento, é já certo que Rui Abrantes, actual presidente da direcção da associação, vai ser candidato. Foi o próprio que o confirmou ao Jornal de Espinho, adiantando ainda que a lista que encabeça já está completa. Além de si, a lista escolheu para elementos da direcção os espinhenses Pedro Nélson, Andreia Meneses, António José Lacerda, Maria João Carvalho, João Castelo e José Augusto França.
Quanto aos restantes corpos gerentes, Rui Abrantes afirmou ao JE que Guy Viseu volta a ser candidato à presidência da mesa da Assembleia-geral e José Pinho deverá, em princípio, concorrer para o Conselho Fiscal.
Projecto válido para Espinho
Rui Abrantes ocupa o cargo de presidente da direcção da Associação Cívica de Espinho há cerca de três anos, altura em que Marques Baptista teve que renunciar por ter assumido cargos partidários, situação que é incompatível com os estatutos da associação. O advogado foi, então, eleito pelos restantes membros da direcção como o seu presidente.
Questionado sobre a razão da sua candidatura, Rui Abrantes respondeu ao JE que continua a entender que “há um projecto com toda a validade para o concelho de Espinho” e que, por isso, seria “uma pena” não aproveitar “uma estrutura útil como é a Associação Cívica na detecção dos problemas da cidade e do concelho, na sua divulgação e na tentativa de encontrar soluções para esses mesmos problemas”. Aliás, o advogado reforçou essa ideia, explicando que “a associação é um espaço de debate para encontrar soluções para o desenvolvimento de Espinho”.
Por enquanto, a lista liderada por Rui Abrantes é a única que se apresentou, mas o advogado recordou que “podem surgir listas concorrentes até 48horas das eleições”. Na sua opinião, a existência de mais que uma candidatura era bom, porque significava “um sintoma da vitalidade da associação, era sinal de que havia gente para concorrer e interessada em assumir”. “Víamos a existência de mais listas com muito bons olhos”, acrescentou.
Sem incompatibilidades
Questionado sobre a existência de elementos na sua lista que agora ocupam cargos autárquicos e se isso não era incompatível com os estatutos da associação, como é o exemplo de Guy Viseu, eleito para a Assembleia Municipal), Rui Abrantes afirmou que essa proibição aplicava-se só aos elementos da direcção. Aliás, o advogado explicou que essa restrição se aplica só a nível dos partidos e não com os cargos autárquicos, por isso, “não há qualquer incompatibilidade”.
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