A Fundação Batalha de
Aljubarrota (FBA) conseguiu
atingir em apenas um
ano, um objectivo estabelecido
para três anos: cinquenta
mil visitantes/ano.
Alexandre Patrício Gouveia,
presidente da fundação,
diz-se “muito satisfeito
com as metas alcançadas”,
mas diz que há ainda muito
a melhorar.
Antes de mais, o presidente
quer deixar claro que o
CIBA tem sido visitado por
um público muito diversificado.
“Não consigo, de todo,
destacar uma faixa etária que
defina o perfil do nosso visitante.
Desde crianças a idosos,
têm sido muitas as visitas.
Ou em família, ou em
visitas de estudo, os interessados
são muitos.” Patrício
Gouveia diz, ainda, que as
nacionalidades são variadas,
mas os europeus, são quem
mais aparece. Têm aparecido
franceses, alemães, italianos,
ingleses e espanhóis.
O presidente da fundação
afirma, no entanto, que quer
rentabilizar o espaço ainda
mais. Uma das ideias é receber
mais filmes sobre a época
medieval, para passar na sala
de audiovisual, um dos pontos
principais e mais atractivos
do CIBA. Na lista, estão
também exposições temporárias
e eventos de animação
cultural, ligados ao teatro,
música ou dança. Para o
próximo ano, por exemplo,
há já oito eventos agendados,
que não quis ainda desvendar,
e que têm o objectivo
de dinamizar e manter vivo
o espaço.
Se, no início, houve dúvidas
em relação ao sucesso
do projecto da fundação,
um ano depois, os números
e as ideias para a divulgação
da Batalha de Aljubarrota de
1385 falam por si. Patrício
Gouveia admite que a população
estava com receio do
que poderia ser o projecto da
fundação. “Como as pessoas
não sabiam muito bem o que
estava projectado, faziam especulações
e não viam bem
a criação desta fundação.
Agora, toda a gente já percebeu
que o que se pretende
é valorizar o campo militar,
nada mais”, explica Patrício
Gouveia.
O responsável revela mesmo
que “há uma relação
muito estreita com a população
local”. “Primeiro, porque
há vários colaboradores do
CIBA naturais de São Jorge
e, depois, há sempre reparações
a fazer e contratamos os
serviços locais para nos ajudar.
É uma maneira de ligar
a fundação à população”, salienta.
Outra opinião tem Helder
Paulino, o presidente de junta
de freguesia de Calvaria de
Cima. “Em termos de benefícios
para a população, nada.
Não há diálogo, não há
nada que se tenha tornado
uma mais-valia para o bemestar
das populações”, diz.
“Ainda há uns meses,
houve lá uma peça de teatro,
cuja entrada foi de 25 euros,
o que acaba por afastar muita
gente desse tipo de eventos.
Eles até têm tido alguns
visitantes. É feita uma grande
divulgação por todo o país,
mas, de resto, estou cada
vez mais convicto de que a
ideia inicial da fundação era
acabar com São Jorge. Passar
um corrector por lá e dizer
que ali não existiu mais
nada a não ser o campo militar
e o museu”, realça Helder
Paulino.
Luísa Patrício
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